Tem alguns dias que a gente perde. Perde um dia, um mês, um ano. Mas tem dias, meu amigo, ah. Tem dias em que a gente ganha.
Reclama, mas faz. Por favor
Não sei se era assim no tempo de meus pais, mas hoje em dia é cada vez mais comum vermos as pessoas mais jovens (inclusive nós mesmos) reclamando dos “percalços” da vida.
Tenho minhas dúvidas se a vida agora é mais difícil do que há 10 anos atrás. Vivemos a era dos “iTudo”, a informação e todo resto não mais voam, eles simplesmente se materializam na nossa frente como num episódio do Star Trek, com direito até de ver o Dr. Spock em 3D.
É o clássico do vovô pró ditadura: “Ah, no meu tempo a bolachinha era outra.”
Concordo vovô, mas a jogada toda é que nós não vivemos mais no Brasil do Geisel nem do Médici, agora as pessoas podem falar o que pensam. E é essencial que as pessoas expressem seus direitos e anseios, mas que principalmente lutem por mudanças. Ainda mais com um governo como o nosso, feito de descaso e desvios. Não adianta falar da chuva que alaga a cidade se você não faz sua parte para manter as ruas limpas. Nem vou citar o papel da www nisso tudo porque né? É até meio óbvio.
O que cansa nisso tudo é a tal de alienação. É tanta informação e desinformação, juntas, que há vezes que uma coisa tipo “menos Luiza que está no Canadá” ganha muito mais importância do que realmente merece (na minha humilde opinião, nenhuma). Aí, onde deveria surgir a faísca para lutar por direitos e coisas boas para todos, surge um maldito jogo de interesses.
Temos o exemplo bom de mobilização e do que eu chamaria de “anti-alienação” em eventos como o já esquecido churrasco de gente diferenciada, no bicicletaço da Massa Crítica ou em ações como os crowdfundings, onde qualquer um pode financiar um projeto de seu interesse. Seja ele insano ou não. Basta a vontade, que graças a nós mesmos, esta visivelmente aumentando.
Portanto, leitor indeciso ou rabugento, reclama. Mas faz, por favor.


